sexta-feira, 29 de agosto de 2008

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Não Despir!

A noite está demasiado quente para espaços fechados mas tu insistes em conhecer um desses bares-discotecas que se dizem alternativos. Eu preferia ficar no hotel a matar a sede que tenho de ti mas cedo à tua vontade.

Escolho um vestido de poliéster justo até à anca e depois folgado o suficiente para me dar liberdade de movimentos a dançar e calço umas sandálias de salto alto que me dão um certo sex-appeal.

O bar é um espaço moderno e em quase toda a extensão da parede lateral exibe uma tela de dois corpos nus abraçados. No rés-do-chão é a pista de dança e no piso superior desenha-se um labirinto entre mesas baixas e puffs. O ambiente é descontraído, sem olhares incomodativos de homens a “babarem-se” ou de mulheres a avaliarem as roupas umas das outras. Percebe-se que parte da clientela é gay e isso só torna o ambiente mais interessante. Este é, sem dúvida, um espaço de liberdade, isento de preconceito!

Enterramos-nos os dois num puff delicioso enquanto saboreámos uma piña colada. Com um pouco de gelo mal moído na língua dou-te um beijo gelado e depois sussurro-te ao ouvido que não trago roupa interior. Está perto da verdade...

Nos casais à volta sente-se uma enorme tensão sexual presa entre beijos e carícias discretas e isso só aumenta o meu desejo. Tentas escapar às teias de sedução que te teço levando-me para dançar.

A música não é propriamente calma mas todos os pretextos são bons para te tocar, para me enroscar em ti. A evidência do teu desejo aumenta vertiginosamente enquanto me agarras por trás fazendo os nossos corpos balançarem num sobe e desce sincronizado com a música. A tua respiração ao meu ouvido provoca-me arrepios, os teus beijos no meu pescoço enlouquecem-me, as tuas mãos a descerem da minha cintura até aos meus caminhos de pecado aumentam a ânsia de te fundir no meu corpo...

Já sem fôlego encostamos-nos a uma coluna num canto da pista. As tuas mãos deslizam pelas minhas cochas e nádegas debaixo do meu vestido enquanto eu desaperto os botões das tuas calças.

Os meus saltos deixam-nos praticamente à mesma altura. Entrelaço uma perna em ti fazendo o teu mastro encostar-se a mim e, sem perceberes como, no instante em que aproximas a tua mão para afastar as minhas cuecas, faço-te entrar em mim num impulso!

Com o lusco-fusco das luzes intermitentes passamos despercebidos, ou assim parece. Sinceramente não me interessa se alguém nos observa! A intensidade do momento não me permite perder mais que uns milésimos de segundo a pensar nisso. Os gemidos perdem-se na amplitude da música, perdemos-nos ambos num vai-vem efusivo até explodimos de prazer com a intensidade de um furação!

Já no elevador do hotel perguntas-me se realmente estou sem roupa interior pois com a confusão de tecidos entre nós, apesar de teres a sensação que usava um fio dental estranhaste a facilidade com que me havias penetrado. Pergunto-te se queres verificar e tu acedes abaixando-te aos meus pés. Por debaixo do vestido descobres o meu segredo a espreitar entre rendas e dás-lhe um beijo!

Hummm... quero mais...



terça-feira, 26 de agosto de 2008

cultivando ENTUSIASMO

ela: a cultivar entusiasmo?
eu: sim
ela: em que sentido?
eu: quais sentido?
pego em sementes
ponho-as na terra
ela: o teu entusiasmo ou o dos outros?
eu: e espero que cresçam
ela: hummmmmm
eu: e pq n meu e dos outros?
ok, não espero, vou regando qd for preciso
ela: as vezes dá demasiado trabalho...lol
eu: eu sei, mas tem de ser
só assim se pode colher alguma coisa de jeito
ela: e quem precisa de entusiasmo? tu?
eu: quem é que não precisa?
pode não ser agora, mas numa ocasião qualquer
ela: sim... é para isso que os amigos servem aliás
eu: já pensei se seria boa ideia comercializar
mas acho que não
é melhor pensar que é coisa que contagia
ela: acho que há para aí muita gente a precisar...
mas sim contagia...tens razão
eu: :-D
a ver se me aplico nesta nova tarefa!

será que consigo colher entusiasmo? do genuíno? daquele que dura e se prolonga no tempo e é uma ferramenta para toda a vida? Não vejo porque não tentar

domingo, 24 de agosto de 2008

DESEJO puro e duro

Sou acordada a meio da noite pelo zumbido da melga que me mordeu ontem o corpo todo. Ela diz que me enviaste imagens. Digo para não me chatear, mas ela insiste, tento matá-la com a mão, mas a única coisa que consigo é bater-me a mim própria duas vezes.

Não resisto, é claro, quero ver. Ela mostra-me as imagens mentais que tem para mim. Estou ainda meia a dormir, mas as imagens pulsam-me no cérebro e despertam-me.. começo a ter dificuldade em respirar, inspiro e expiro entrecortadamente, e mexo-me imenso, deslizando por entre os lençóis brancos na cama ainda fresca, feita de lavado.
São três imagens: a primeira é de uma boca a morder um mamilo; a segunda é de uma boca a mordiscar uma glande e a terceira é de um menino à entrada de um anusito. Não sei de quem são as imagens e tento esquecê-las, apagá-las da memória, mas não consigo. Começo lentamente a perceber o estado de excitação em que me encontro, mas não me toco. As imagens pulsam alternadamente na minha cabeça ao mesmo ritmo estonteante do sangue, e mexem-se, ganham vida. E eu sinto a boca no mamilo, sinto a glande na minha boca, sinto o menino a pressionar-me o anusito. E a respiração cada vez mais entrecortada. Agora estou completamente desperta e apetece-me tocar-me. Penso que talvez me consiga acalmar assim. Sinto um fogo enorme na barriga, passo a mão por lá e vou subindo até aos seios que estão ainda adormecidos. Os mamilos são preguiçosos e eu toco nas grandes auréolas macias e arrepio-me, e sinto a textura a enrugar e as auréolas a diminuir e os mamilos a despertar finalmente, a sentirem-se mimados e os seios redondos nas minhas mãos... e tremo, contorço-me, desço até à menina e sinto alguma humidade, penso em aliviar esta minha tensão, mas não quero o meu amiguinho vibrante outra vez, quero…
As imagens não me saem da cabeça. Vão passando alternadamente cada vez mais depressa, quase sem me dar tempo de as saborear e eu mexo-me sem conseguir parar.

Vou novamente ter com a minha menina, está completamente encharcada e isso excita-me por demais, começo a sentir o corpo todo a latejar, o sangue a galopar-me nas artérias, a respiração… já nem sei como respiro… levo a mão à boca para me provar… estou agridoce… cheiro a refogado de margarina e cebola com uma pitada de açúcar… continuo a tocar-me na esperança de que passe, de conseguir esgotar a humidade que escorre de mim, deixo a mão ficar quieta e mexo as ancas ao encontro dela, mas a humidade não passa, espalho-a pela barriga, pelas coxas, pelo anusito e não passa…

São 4:00 e não consigo dormir… resolvi escrever isto numa tentativa de me apaziguar, mas não passa. Esfrego as coxas contraindo-me e sinto a inundação que vai em mim… QUERO-TE!

É desejo puro e duro. Com muita imaginação à mistura. Apenas isso. Já passa, há-de passar.
Suspiro profundo para oxigenar mais o cérebro. Agora já consigo respirar melhor...

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

provocação gratuita 30

“Ter o Diabo no corpo não é só arder com a vontade de foder! (…) É a vontade de sermos verdadeiros com aquilo que queremos para nós e dos outros!”

cão sarnento, especialmente dedicada a esta Diaba

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Lifetime - sexo seguro sempre!




Deixo este video, na senda de outros aqui deixados sobre o mesmo assunto, ainda há dias esta noticia apareceu em vários jornais e televisão.

Fico a pensar, afinal, nós que vivemos numa sociedade evoluída, continuamos a querer arriscar?

Eu não arrisco! Vocês arriscam?

domingo, 17 de agosto de 2008

gelo escaldante

Mais um fim-de-semana de trabalho intensivo. Já faltou mais para terminar o curso e desaparecer de vez... O laço aperta-me o pescoço, incomoda-me hoje mais do que o costume, é um eufemismo para forca. O calor é insuportável, o ar condicionado no máximo não dá conta do recado. Vou enchendo o balde de gelo com vontade de me enfiar na arca, enquanto a chefe me grita ao ouvido que o gelo já devia estar no copo do senhor da mesa 9 há 3 minutos. Pego na toalha, respiro fundo e preparo-me para aturar mais um cliente insatisfeito pronto a descarregar o seu mau humor de pessoa frustrada em cima de mim. Mas não foi isso que aconteceu. Assim que saí a porta de serviço, ela estava a levantar-se da mesa. Não era muito alta, mesmo com os saltos, mas sobressaía no seu vestido vermelho escuro simples, colado ao corpo, onde transpareciam algumas curvas apetitosas. A melhor parte deste trabalho é isto: poder servi-las, aspirando os seus perfumes e espreitando os seus decotes. Estamos sempre a competir por mesas destas e deixamos as mulheres servir as mesas dos homens que elas acham piada. Isto quando a chefe nos deixa fazer esta gestão, claro, e não estão homens e mulheres interessantes na mesma mesa, caso em que temos de tirar à sorte ou tentamos servi-los à vez.
Mas esta mulher de vermelho... pele clara, cabelo escuro, curto, impecavelmente penteado e brilhante, colado ao crânio. Uns lábios vermelhos de cereja e uns olhos... ela olha directamente para mim enquanto me aproximo e o calor aperta. Ela diz "Que calor!" com uma voz tão quente que eu sinto o gelo a derreter mais depressa. Nisto, desata um laço na parte detrás do pescoço e o vestido desliza rapidamente, descobrindo-lhe o corpo por completo, caindo aos seus pés e revelando a sua total nudez. Tem a atitude das ninfas do Manara e algumas curvas da Druuna do Serpieri, um pouco menos sumptuosa, mas equilibrada. Eu paralizo, e perante o meu espanto, ela aproxima-se mais, olhando para o balde que trago nas mãos, e retira lá de dentro dois cilindros. Sorri, e com a outra mão disponível, faz-me subir o queixo que entretanto tinha caído, e pisca-me o olho, voltando costas. Começo a ver as nádegas dela a bambolear lentamente enquanto se afasta um pouco e vai passando o gelo pela face, pelo pescoço, pelas axilas e depois pára. Encosta-se à parede e faz o gelo deslizar pelo peito, endurecendo-o, despertando os mamilos. Vai arredondando as arestas dos cilindros gelados, que passam do estado sólido a líquido ao contacto com a pele escaldante, deixando um rasto de pequenas gotas que vão escorrendo e pingando. Desce pelo centro até ao umbigo, e por lá se detém um pouco, a arrefecer o ventre. Sinto o sangue a descer vertiginosamente, reparo que estou completamente em pé, e isso nota-se bem nas minhas calças, mas nem vale a pena disfarçar porque ninguém está a olhar para mim, está tudo de boca aberta a olhar para ela, a tapar os olhos às criancinhas. Sinto o suor a escorrer e só me apetece enfiar o balde de gelo pela cabeça abaixo. Ela desce as mãos pelo corpo, esfrega o gelo pelo interior das coxas, pelas virilhas e pelo rego das nádegas, e em gestos coordenados e simultâneos, faz desaparecer o gelo dentro dela. Aquilo deve ter-lhe provocado imenso prazer, porque pouco depois o seu corpo estremece todo por entre gemidos, o peito sobre e desce rapidamente devido à respiração acelerada, ela fecha os olhos e abre a boca, soltando um grito desalmado e o som ecoa na minha cabeça e faz-me querer ainda mais penetrá-la e ajudá-la a derreter o gelo.

Escorre-lhe algum líquido por entre as pernas, o único vestígio da água que já foi gelada e agora é quente.




Acordo encharcado em suor e esperma. Foda-se, devia ter percebido que era bom demais para ser verdade... mas mesmo assim, foi bastante real!

imagem: getty images

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Provocação gratuita 29

Especialmente dedicada a quem não está de férias e tem de trabalhar neste feriado:
tomar banho de mar sem roupa e ficar ao sol a ouvir nina simone cantar summertime com cheirinho a maresia e sabor a sal na pele...

domingo, 10 de agosto de 2008

Praia



Um reflexo provocante neste Verão quente...

Ai como sabe bem o Sol, a praia, o calor dos corpos juntos nestes dias de Verão...

Boas férias... que sejam provocantes ;-)

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

"já sei que hei-de arder na tua fogueira"

É inevitável, sabe-lo tão bem quanto eu. É uma combinação explosiva que testa os limites da sanidade mental. Deixa-te de merdas e goza…

Já devias saber que quanto mais esperneias, mais presa ficas.

Pensas que me assustas com a tua sinceridade bruta. "Vais ter que te esforçar mais, muito mais"…

Ainda tens dúvidas, mas eu tenho a certeza de que nos vamos dar bem. Se não jogasses tão à defesa, tinhas percebido logo isso.

Quero roçar-me em ti, quero ser a foda da tua vida.

Quero a tua cona quente e suculenta, sim, não consigo deixar de pensar nela a sorver-me o caralho pulsante a entrar bem fundo, preenchendo-te completamente. Quero dançar esse tango até à exaustão e depois recomeçar.

À tua maneira, seja, não é assim tão diferente da minha.

E depois, que importa de quem é a fogueira, não ardemos tão bem juntos?

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

"já sei que hei-de arder na tua fogueira"




Devia ser proibido. Ele tira-me do sério, é tão bom que até irrita. Está farto de o saber e sabe usá-lo para ter o que quer. Neste caso, eu. E a minha passarinha começa a piar. "Está quietinha" digo-lhe eu. "Deixa-me tratar disto. Pois é, já não vês pássaro há algum tempo, eu sei, mas tem lá calma." O meu corpo todo começa a trair-me - não consigo evitar sorrir-lhe, caramba. Ele chega-se para mim, toca-me ao de leve, até parece inocente, olha-me nos olhos e o meu coração dispara. "Também tu?" A biologia trai-me à força toda. Que tolice! Vou para a cama com ele, saciamos a nossa sede momentânea, amanhã cada um vai para seu lado ou se a coisa correr bem, damos mais umas voltinhas. Serei apenas mais uma para ele, e vou ficar a remoê-lo durante uns tempos. Valerá a pena? "Tu não tens dúvidas que sim, não é minha pássara desasada?"

"Vais ter de te esforçar mais do que isso. Muito mais." Digo-lhe. Gosto de me fazer de difícil. Eles não entendem que se não estivesse interessada, não me prestava a estes jogos. Acham que dominam a situação…

A verdade é que não me acontece tantas vezes como isso, esta predisposição. Sinto um fogo no ventre cada vez que penso nele, quando ele me toca, o fogo sobe por mim acima, incendeia-me descontroladamente, arrebatadoramente. Se não estivesse a tomar a pílula, estaria a ovular de certeza. E não estou a ficar mais nova... Raisparta a biologia!

Dei-me a conhecer demasiado, ele já sabe os pontos por onde pegar, faz de mim o que quiser, se quiser. E quer... mas este chove-não-molha dá-me uma pica desgraçada. Ele está a cantar-me a cantiguinha do costume, mas hoje quem quer cantar sou eu. Vou deixar-me de merdas, e dizer-lhe claramente o que quero e como quero. A ver se ele se assusta. Não, não se assustou. Contra-atacou. Ummm, que bom! Podemos ficar horas nisto. A aquecer, a preparar a grande fogueira onde vamos arder.

E agora, quem é que arde na fogueira de quem?