domingo, 30 de maio de 2010

arco-íris

PekeninaArco-Íris Aqui deixo um pequeno tributo às cores do arco-íris. E porque é SUNday* faço do amarelo a minha cor do dia!

E a vossa?

:)

* – Expressão por carpe vitam!

terça-feira, 25 de maio de 2010

segunda-feira, 17 de maio de 2010

corpos suados (5)

continuação daqui
texto por Toque
foto por V editada por carpe vitam!


Quando regressou à mesa os olhos ainda estavam raiados de um prazer que ela tinha partilhado.
Saíram rapidamente do restaurante e foram surpreendidos por uma chuva que os refrescou, mas que lhe colou o vestido de seda à pele.
-A chuva ainda te torna mais irresistível!
Ela sorriu e entrou para o carro, procurando o casaco que tinha deixado no banco de trás.
A viagem foi feita num silêncio que ambos partilharam sem constrangimentos. Quando estacionou o carro em frente à sua porta ela procurou despedir-se rapidamente. O olhar que ele lançava aos seus seios, cujos mamilos se tornavam proeminentes no tecido fino estavam a deixá-la excitada. Sentia um calor a percorrer-lhe o interior das coxas e um líquido espesso a molhar a cuequinha rendada.
Tocou-lhe os lábios grossos e vermelhos com a ponta da língua e disse-lhe um "obrigada" quase em surdina.
Ignorando a atitude dela, Pedro pegou-lhe no cotovelo e fez questão de a acompanhar. No elevador largou-lhe o cotovelo e deixou os dedos percorrerem o traçado dos mamilos. Sentiu-os endurecer ainda mais ao seu toque, o que o fez baixar-se e chupar um de cada vez sofregamente deixando uma marca de saliva no vestido molhado.
As bocas já se tinham encontrado e a respiração ofegante já deixava adivinhar o desejo que os consumia quando o elevador chegou ao andar onde ela vivia.
Ainda se estavam a recompor quando foram surpreendidos pela presença de Carlos, sentado na soleira da porta.
- Tu aqui novamente?
- Acho que devemos falar, afinal partilhamos momentos óptimos os dois e a nossa última noite foi um bom exemplo disso.
Ficou satisfeito por ver a reacção de descontentamento de Pedro.
Resolveu abrir a porta, pois não queria que aquele triângulo fosse partilhado pelos vizinhos. Os dois homens entraram rapidamente em casa dela procurando que a sua presença fosse mais marcante.
-Diz o que tens para me dizer - disse ela enquanto fechava a porta.
- Queria falar apenas contigo. Este senhor está a mais.
Pedro aproximou-se dela e abraçou-a de forma possessiva, deixando as mãos demorarem-se nos mamilos que tinha beijado no elevador. Ela sentiu o mesmo calor a tomar conta do seu corpo. Queria libertar-se do vestido molhado e deixar o corpo encostar-se ao peito do Pedro para se aquecer. Momentaneamente esqueceu-se da presença do Carlos e fechou os olhos para sentir o toque daqueles dedos que em poucas horas aprenderam a conhecer o seu corpo.
Assustou-se com o suspiro prolongado de Carlos e abriu os olhos encarando-o. Desejo foi o que encontrou no olhar com que Carlos a fixava. Um desejo misturado com uma raiva que ela desconhecia nele. Levantou a mão para lhe acariciar o rosto e ver desaparecer aquele sentimento tão forte e destrutivo. Ele virou o rosto e aprisionou os dedos femininos na sua boca chupando-os com vontade.
Pedro puxou o corpo dela de encontro a si, procurando afastar aquele contacto, mas ela estava a gostar de sentir a saliva quente dele nos seus dedos, estava a gostar do roçar da língua...mas estava também a adorar as mãos de Pedro nos seus seios.
Passou-lhe uma imagem louca pela cabeça. E limitou-se a dizer para si:
- Porque não? Seria uma óptima despedida para o Carlos e para mim seria o satisfazer de um sonho.
Não disse nada. O instinto dir-lhe-ia como agir.
Deixou os dedos penetrarem mais fundo na boca de Carlos tentando acompanhar o movimento da língua dele. Ele notou a atitude dela e sentiu-a como um incentivo. Por momentos esqueceu-se da presença de Pedro e aproximou o seu corpo do dela para lhe beijar os lábios. Sentia fome deles e nem reagiu quando sentiu o toque de Pedro que continuava a acariciar-lhe os seios.
Ela correspondeu ao beijo deixando um rasto de saliva na boca dele. Pedro soltou um grunhido, ainda não entendia o que se estava a passar, mas sentia-se incomodado com aquele beijo que ela partilhava com outro. Ela entendeu a reacção dele e pousou as mãos dela por cima das dele que entretanto estavam paradas nos seus seios. Movimentou-as convidando-o a fazer o mesmo. Depois pegou numa delas e levou-a até à sua vagina fazendo-o sentir o líquido quente que ela escorria. Com a sua mão acompanhou os movimentos que ele fazia e ao fim de uns minutos obrigou-o a retirar a mão e levou-a até à sua boca que Carlos continuava a beijar avidamente. Dois dedos de Pedro, molhados pelo desejo dela entraram nas duas bocas e aí depositaram o sabor dela.
Ela sentiu o desejo dos dois homens aumentar, bem como o volume dos seus pénis um de encontro à sua vagina e outro pressionando as suas nádegas.
Encostou-se mais ao Carlos, esperando que Pedro respondesse positivamente à sua provocação. Sabia que estava a correr um risco e que um dos homens poderia rapidamente afastar-se daquele jogo, mas queria tentar, principalmente agora que sentia o desejo de ambos e o seu tesão a crescer.
A sua mão procurou o pénis de Carlos, enquanto chupava, agora só ela os dedos de Pedro. Ouviu o gemido dos dois e virou ligeiramente a cabeça para beijar o Pedro.
Carlos abriu o fecho do vestido e deixou-o cair aos seus pés. Baixou-se para lhe retirar as cuequinhas e lamber o seu montinho com a sua língua faminta.
Pedro continuava a percorrer a sua pele com a língua e com os dentes.
Ela deitou-se no tapete da sala e Carlos foi o primeiro a acompanhá-la continuando a dar-lhe prazer. Depositou o seu corpo sobre o dela e deixou que o seu pénis erecto penetrasse a vagina húmida de desejo. Moveu-se lentamente à espera que o corpo dela correspondesse, o que rapidamente aconteceu.
Pedro olhava os dois corpos a mexerem-se cada vez mais rapidamente. Sentia-se excitado, embora não entendesse a situação em que estava envolvido. O corpo dela a movimentar-se de forma tão sensual atraia-o como se de um íman se tratasse.
Viu-a mudar de posição passando para cima do corpo do Carlos, ajoelhou-se no tapete e deixou que a sua língua falasse da vontade que o consumia. Desenhou nas costas femininas rastos de desejo e paixão com a saliva quente e sentiu que ela colava o corpo aos seus lábios. Meteu as mãos entre os dois corpos e procurou os seios dela apertando-os entre os dedos. Ouviu o gemido dela e deixou que o pénis duro procurasse a abertura entre as suas nádegas.
Duplamente penetrada sentia um prazer incalculável e adivinhava nos corpos masculinos um prazer semelhante.
Enquanto gemia e se mexia por forma a satisfazer os dois homens que a penetravam, pegou na mão de Pedro e levou-a até à sua vagina, onde o pénis de Carlos a penetrava profundamente. Sentiu uma primeira reacção de negação por parte dele, mas levantou ligeiramente o corpo e deixou a mão acariciar-lhe o clitóris. Virou o rosto para encontrar os seus lábios sôfregos. Os corpos cavalgaram numa ânsia desenfreada, as mãos confundiam-se na pele escaldante, gemidos ecoavam pela sala enquanto ela sentia a dureza dos membros masculinos dentro dela.
Encostou-se mais ao Carlos para que Pedro apertasse o seu corpo ao dela. Ele correspondeu e aumentou a velocidade com que a penetrava.
Gotas de suor misturavam-se no tapete e ela sentiu que era banhada por dois líquidos quentes no preciso momento em que soltou um grito de paixão incontida.
Ficaram largos minutos a controlar a respiração ofegante antes dos corpos se esticarem lânguidos no tapete da sala.
continua...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

* Dança X: ritual de mudança

ATENÇÃO: Aconselho vivamente a quem ainda não viu o filme que o faça antes de ver esta cena:


corpos que se movem em sintonia... o ritual de passagem, a energia da massa sincronizada...


peço desculpa pela má qualidade do vídeo, ainda sou um bocado azelha na edição.
outras danças aqui

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Magda VII

início | continuação daqui
texto por
Bernardo Lupi
imagem da esquerda: Aubrey Beardsley (clicar em cima para amplicar)
imagem da direita: Bound by Lust by
crazynloveless


Foi assim que, com o decorrer dos dias, o dono e a sua escrava passaram a ter um relacionamento cada vez mais íntimo, desenvolvendo formas de cumplicidade que agradavam a ambos.

As noites eram de uma sensualidade intensa, de carinho, de uma doçura que transcendia um relacionamento puramente sexual, um sentimento que ia muito além da pura dominação e que, quase com certeza, podia ser definido de forte atracção recíproca, de paixão real e amor.

Efectivamente essa palavra nunca foi pronunciada explicitamente e, por outro lado, Henrique continuava a exercer a sua autoridade de dono inflexível; com efeito, ele não precisava inventar infracções imaginárias para castigar a companheira. As regras que regiam o status de Magda eram inúmeras, arbitrárias, mutáveis e contraditórias. Mesmo que se esforçasse, ela acabava por infringir diariamente um bom número delas. Como consequência, os castigos faziam parte do seu quotidiano. Chicote nas nádegas, nas coxas, nas solas dos pés...

Contudo, Magda já não conseguia sequer imaginar uma vida que não fosse a de escrava. Agora que tinha experimentado a submissão nunca mais seria capaz de aceitar um relacionamento "normal" que, para ela, já não fazia já não fazia sentido.

Instintivamente Magda estava a traduzir em actos diários as palavras de um famoso aforismo de Nietsche: "A felicidade do homem é: eu quero. A felicidade da mulher é: ELE quer".

Cada vez mais, acordava a meio da noite e, mesmo estando totalmente imobilizada e com a pele ainda a arder pelos golpes que lhe eram infligidos, entrevia, como no pior dos pesadelos, um futuro em que o seu Senhor a deixasse livre, sem cordas, cadeados, chicotes ou, pior ainda, a trocasse por outra mulher.

Se realmente isso tivesse acontecido, pensava, seria capaz de sobreviver um só dia…

Como viver longe do homem que amava mais que a sua própria vida? Como existir sem o dono que tomava conta dela, que dominava não apenas o seu corpo como também seus sentimentos, seus sonhos, que satisfazia seus desejos e suas vontades mais profundas?

E, embora ela ainda não tivesse ouvido explicitamente palavras de amor de Henrique, sabia perfeitamente que ele a amava com uma intensidade que raramente se observa entre os amantes mais apaixonados. Sabia que o amor dele tinha raízes mais fortes que todas as correntes e as cordas que a prendiam durante a noite.

Mesmo assim estava preocupada e, como a grande maioria das mulheres, começou a ficar possessiva e ciumenta.

Na semana seguinte, Henrique, que regra geral saía pouco de casa nos momentos de folga, começou a ausentar-se durante várias horas consecutivas. Obviamente sem dar explicação alguma - um mestre nunca se iria justificar perante a sua escrava-. Escolhia fatos elegantes, aprumava-se com rigor, perfumava-se e ia-se embora com passos rápidos e decididos.

Era enorme a angústia de Magda, a observar os ponteiros do relógio avançar até horas cada vez mais tardias sem que ele regressasse a casa.

Para piorar ainda mais o seu estado de aflição, notou uma certa frieza que ele nunca tinha demonstrado anteriormente. Agora parecia-lhe mais distante, sempre apressado e absorto em pensamentos que o transportavam para longe dela.

Foi assim durante três intermináveis dias.

Na manhã do quarto dia, Magda, após ter reflectido sobre a acção que estava perto de executar, pegou no telefone e começou, lentamente, a digitar o número do telemóvel de Henrique.

Sabia perfeitamente que, como escrava, nem podia aproximar-se de um telefone. Sabia que corria o risco de ser castigada duramente. Mas era uma tortura mil vezes pior ficar na dúvida de que ele estivesse nos braços de uma outra mulher.

É verdade que os Senhores tinham o direito de possuir mais de uma escrava mas ela, que aceitava com prazer qualquer punição, que se conformava em ser tratada como um objecto de prazer, nunca concordou com essa regra. Reconhecia ao seu Senhor o direito de tirar-lhe o sangue gota a gota, de lhe arrancar a pele com o chicote desde, porém, que fosse a única mulher dele.

Agora achava-se no direito de saber, de descobrir a verdade, pois a dúvida a devastava por dentro como uma doença mortal.

E se ele fosse inocente? E se as suas ausências fossem relacionadas a problemas de trabalho? Tinha visto no escritório de Henrique diversos documentos das empresas e relatórios de contas com algarismos sublinhados a cores fluorescentes. Ao tentar investigar a vida dele, poderia correr o risco de perder a confiança do seu parceiro para sempre.

Intuiu o risco terrível de perdê-lo para sempre, mas o seu instinto feminino prevaleceu e, ingenuamente, pensou que seria capaz de inventar uma desculpa para justificar um acto de insubordinação e de desconfiança tão infantil.

Quando o telefone começou a tocar, o coração de Magda quase parou de bater.

O telemóvel tocava, tocava, tocava e ele não atendia. Podia ser a confirmação que ele estaria na companhia de outra mulher.

Finalmente ela ouve a voz dele. Henrique ao ler no visor o número da sua casa, calculou imediatamente quem estaria a ligar.

- Fala… -disse ele, com voz de enfado.

Magda ouviu as vozes de várias pessoas que discutiam animadamente sobre questões financeiras e, numa fracção de segundo, deu-se conta que o seu Henrique estaria a participar numa reunião do conselho de administração das suas empresas.

Como que por artes mágicas caiu o véu que a cegava. Entendeu a atitude dele, a pressa de sair de casa, as demoras, as preocupações de quem mantém a responsabilidade do bom funcionamento de um grupo de empresas.

A felicidade de descobrir que ela continuava a ser a única parceira dele, fez com que não conseguisse improvisar uma explicação plausível para justificar o telefonema. Ficou muda e, sem nem pensar nas consequências, simplesmente desligou o telefone sem dizer nada e desrespeitando, dessa forma, a ordem do seu dono que aguardava uma resposta.

Henrique regressou a casa perto da meia-noite.

continua aqui