domingo, 13 de agosto de 2017

Swingin' (in the rain) os Felizes do Norte #1

continuação daqui | iníciohttp://provocame.blogspot.pt/2012/10/swingin-in-rain.html


Há uns anos conhecemos através da blogosfera uma curiosa moçoila do norte, dona de uma interessante mescla de sotaques da sua terra natal, da américa do sul e uma pontinha de british accent, herdada das suas andanças pelo mundo. Muito simpática e bonita, conhecemo-la pessoalmente num centro comercial do centro do país, com uma amiga divertida. Temos mantido o contato e soubemos que ela estava a namorar com um swinger. Ela contou-nos que quando começaram a relação, ele explicou-lhe o que fazia com a antiga companheira e que queria continuar a praticar com ela, ao que ela acedeu. No início, pensámos que ela tivesse de algum modo sido coagida a aceitar, ou era isso ou não havia namoro. Mas depois percebemos que não era bem assim. Gostámos bastante da visita deles, apesar de ter sido apenas de passagem, pareceram-nos genuinamente Felizes, muito boa onda e apetecíveis. A Yin teve imensa pena de ter de ir trabalhar logo após o almoço, gostava de ter passado a tarde com eles.


No final do verão, fomos retribuir a visita da Utopia e seu Camaleão para Norte e claro, passámos pela terra dos Felizes. Foi um final de tarde muito agradável, a falar sobre swing e o que mais nos apeteceu num barzinho simpático. Combinámos visitar um clube com eles no dia seguinte, para gáudio do Yang, que já tinha tentado visitar um clube nortenho, mas não tinha encontrado a mesma vontade por parte da Yin.
Não seria o preferido da Feliz, uma vez que eles já tinham combinado ir a uma festa de anos noutro clube. Seria uma espécie de “Tal Clube” à moda do Norte, tipologia de discoteca, mas com um ar mais recente. Conseguimos convencer a Utopia e o Camaleão a virem connosco e chegámos antes da meia-noite por ser mais barato. Um casal levou-nos a conhecer o espaço. Gostámos da sobriedade da pista e dos quatro quartos, dois deles comunicavam entre si através de uma janela de vidro e um outro era uma sala sado-maso, todos decorados com simplicidade e bom gosto. A música era interessante e não estava muito alta, mas foi aumentando à medida que foi chegando mais gente e consequentemente falando mais alto. Havia uma parte que estava fechada que só abre quando o clube enche. As pessoas eram da nossa idade e mais velhas, não vimos lá as  figuras tristes ou ridículas que por vezes vemos nos clubes do sul.
Os Felizes ainda não tinham chegado e nós fomos dançando e bebendo, até nos apetecer ir para um quarto. Escolhemos a sala sado-maso com a costumeira cruz de Santo André, cama redonda vermelha e correntes penduradas. Fizemos algumas fotos com a Yin de lingerie preta e meias de rede, parecia estar no seu habitat natural. Ela agarrou-se às correntes,  desprendeu uma do teto e não conseguiu voltar a colocá-la no sítio. O quarto estava limpo, ainda ninguém o tinha utilizado naquela noite, por isso decidimos ser os primeiros e dar uso à cama redonda vermelha. Pouco depois de voltarmos à pista ligeiramente ofegantes, chegaram os Felizes e dividiram atenções connosco e com o resto do grupo de amigos do aniversariante. O espaço foi-se compondo, as pessoas eram simpáticas e alegres, um casal fez-se ao varão ao som de Ring My Bells. Ele não tinha uma perna, mas rodopiava com ligeireza à volta da sua mulher, que não tinha corpo de modelo mas conseguia transmitir sensualidade e ambos davam bastante dignidade àquela cena, apreciámos a coragem e cumplicidade do casal que conquistou um merecido aplauso de todos os que assistiram.
A noite já ia avançada e os Felizes estavam a dançar ao pé de nós e dos nossos amigos. De repente, sem nada o fazer prever, a Feliz vira-se para a Yin e pergunta-lhe ao ouvido: ”Achas que os vossos amigos ficavam chateados se fossemos para um quarto?” - A Yin engoliu em seco e pensou se teria ouvido bem. Não estava à espera de tal convite àquela hora. Foi falar com o Yang, que se mostrou disponível. Claro que os nossos amigos não se importam, já os tínhamos avisado quando fomos visitar os quartos sozinhos e desta vez fomos acompanhados, até ao único quarto que estava vago naquela altura, o mesmo onde já tínhamos estado antes…


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