quinta-feira, 4 de julho de 2013

swingin' (in the rain) parte 28

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Continuámos a trocar ideias com o caloroso casal eclesiástico, mas compromissos e contratempos de parte a parte impediam-nos de estarmos novamente juntos, embora a vontade prevalecesse.
Conhecemos um casal de vizinhos muito simpáticos, com idade para serem nossos pais, e apesar do Yang ter alguns preconceitos em relação à idade das pessoas com quem fode, não os tem em relação às pessoas com quem conversa. E a conversa foi bastante agradável. É sempre interessante conhecer outra perspetiva mais amadurecida. Gostámos bastante da forma de estar deles, achámos curioso terem contado aos filhos as suas atividades extra curriculares e de terem o seu apoio. Trocámos alguns cromos em lanche prolongado com chá e bolachas barradas a geleia de laranja, jantar de feijoada de lulas e ceia de queijos e crepes recheados de doce, em diferentes dias. Eles vieram contribuir para melhorar a perceção que tínhamos dos nossos vizinhos que se dedicam a esta "religião".
O Yang andava a relatar as nossas experiências a todos os nossos amigos mais "liberais". Não gostamos muito da conotação que costuma ser dada a esta palavra, digamos que são nossos amigos de longa data, com quem nunca houve interação sexual (ou, se houve, há muito que deixou de existir) mas com quem nos sentimos perfeitamente à vontade para falar destas coisas. Fê-lo com bastante entusiasmo e lá conseguiu convencer dois casais a virem connosco celebrar a Páscoa ao nosso antro de perdição predileto.
O casal mais novo é composto por uma ex-amante nossa, a primeiríssima Utopia, com a qual não acontece nada de sexual desde ainda antes de ter começado a namorar (salvo, talvez, uma vídeo conferência ou outra mais malandreca) e o seu companheiro Camaleão. Devido à distância geográfica que nos separa, só nos vemos uma ou duas vezes por ano, pelo que temos de aproveitar muito bem todo o tempo que estamos juntos. Já dividimos o mesmo espaço em várias ocasiões e locais diferentes e nunca houve nenhuma aproximação sexual. Mas é sempre um prazer estar com eles, mesmo sem essa partilha.
O outro casal é formado por Duques de porte real e sofisticação qb, com imenso savoir faire. Relações públicas da blogosfera, uma espécie de irmãos mais velhos que com muita paciência vão contribuindo para a nossa educação. Já os conhecemos há anos e nunca houve nenhum contato sexual, apesar de sempre falarmos abertamente e nos picarmos. Praticamos nudismo com eles e estamos sempre na boa. Inicialmente, eles não estavam nada inclinados a ir. O Duque, por uma questão de princípio e coerência, disse que jamais iria a um sítio daqueles, a tática de caça dele é outra, noutros ambientes. A Duquesa já tinha alguma experiência no assunto, já havia frequentado antros similares antes de conhecer o Duque, e a experiência não tinha sido das melhores. No entanto, após a entusiástica insistência do Yang, apoiado pela Yin de uma forma mais moderada, lá se decidiram a ir.

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